Heroes

08/06/2010

Não era um dia chuvoso. Os relâmpagos não cortavam os céus, em fúria flamejante. Os trovões não retumbavam, com a força de mil cavalos de batalha.

Era apenas um início de tarde, numa quarta-feira de verão. Os pássaros cantavam, saudando o Sol que brilhava sobre a grama verde. Borboletas sugavam o doce néctar das flores no campo. Em algum lugar, uma coruja, alheia à hora, piou. Uma lebre ergueu as orelhas. Mas não muito longe dali, o destino do mundo estava sendo seguro por um fio, pelas mãos de um homem.

À primeira vista, não se destacava. À segunda, também não. Essa era sua intenção, quando se vestia todos os dias, em sua base secreta. Não tinha nome. Não desenharam uma revista em quadrinhos para mostrar seus feitos. O governo americano não o patrocinava, nenhuma agência secreta o ajudava. Não era um bilionário extravagante, um adolescente mutante, um alienígena, um príncipe submarino. Tão pouco era um deus nórdico, um cientista cuja calma você não gostaria de tirar ou o herdeiro de uma tradição intergaláctica.

Era um homem como outro qualquer. Nasceu e cresceu cercado de amor e carinho, perdeu entes queridos, foi educado, questionou o que aprendeu, entendeu o que era importante. Valorizava bons valores, execrava a injustiça e a violência. Como todo outro homem, perdia a paciência, brigava, cuspia e coçava o saco quando ninguém estava olhando. Tomava um porre ocasionalmente, comia pastel frito na gordura velha, em bares de aparência duvidosa. Mas isso tudo e muito mais, o tornavam quem ele era. E essa pessoa, apesar de seus defeitos, era um herói.

Começou com pequenos feitos. Tirou a aranha da banheira, usando uma toalha, ao invés de simplesmente esmagá-la. Parou de jogar papéis na rua. Desamarrou o barbante com latinhas, preso ao rabo de um gato. Adotou um cachorrinho de rua. Mas essas ações foram apenas o começo. Passou a dividir o que tinha, quando podia. Ouvia aos outros com atenção, quando lhe falavam. Expôs-se para quem precisava de ajuda e proteção, quer fosse amigo, ou um desconhecido. Dividiu o seu amor com o mundo, sem medo de represálias. Havia quem o criticasse, havia os que zombavam de seus esforços e até aqueles que passaram a odiá-lo.

Mas era um verdadeiro herói. Portanto, havia aqueles que, admirados com os seus feitos, passaram a seguir seus passos. Havia aqueles que foram cativados por suas atitudes e, mesmo não sendo tão corajosos quanto ele, torciam por ele e pelo sucesso de suas missões.

E em sua mais recente missão, o mundo todo corria perigo mortal. Tudo acabaria, assim que aquele Raio Mortal Maligno do Mal, fosse acionado. Conseguirá o herói salvar a Terra, ou o terrível vilão veria seus planos fruírem? Naquela caixa de areia, o vilão de 4 anos de idade conseguiu o que queria. Mais do que destruir o planeta, conseguia, naquele momento, a atenção do pai. O pai, seu herói. Que afugentava os monstros de dentro do armário escuro, que sabia tudo sobre o mundo, tinha respostas para todas as perguntas, tinha super-força capaz de erguer o filho acima de qualquer perigo e proteger a mamãe de qualquer ameaça. Tinha a super visão, que percebia a todo instante quando o vilãozinho tramava qualquer brincadeira proibida.

Era pai, marido, amigo, irmão. Era muitas coisas, mas era um só. Sabia como devia ser e o será até o fim. Pois o trabalho de um herói nunca acaba e é constante. Ele sabe que o seu dever é inspirar os outros, não a ser como ele, mas a fazer o possível para ser o melhor que possam.

Todos podemos ser heróis.

9 Responses to “Heroes”

  1. Gui Says:

    ‘Raio Mortal Maligno do Mal’ foi foda
    uahuahusahuasusauassauhua
    curti demais vei
    fico bunitao
    té emocionei xD
    escreva mais joe
    =)
    abraço

  2. jack djow, el djow de la bahia Says:

    É meu caro, admito que fiquei emocionado com o texto, apesar de ser o ser mais macho que cerca a cerca do cerco do mundo!

    Mas sim, esse herói é o verdadeiro bicho do matooooooooooooooooooooooo do maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa do matoooooooooooooooooooooooooooooo do maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa do matooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!

    DOS BARULHOS ESTRANHOS!!!!!!!!!

  3. Argenta Says:

    IHASIUDHIAUSHIDUA, eu sabia que era eu, o cara o heroi sou foda iauhsiuhasuhd

    Zueira,

    Entao muit bom nico, continue assim,

    Dica, faça algo sbre copa do mundo =) so uma ideia pra voce começar a sua imaginação e fatos reais =) sobre o tema…

    Fica o beijo terça feira go sair, ver o brasil pump it!

  4. Lana Says:

    Eu tenho um poder…de escolher gente podre pra andar comigo. NAO, nao escreva sobre copa do mundo..que coisa previsivel…

  5. Kaxorro Says:

    Doutor-delivery

    ***

    Tinha arrancado os quatro sisos havia um dia. Fui ao dentista pra fazer uma limpeza completa, afinal, as cerdas da minha escova de dente murchavam só de chegar perto da minha boca. Aquilo não podia continuar daquele jeito. Não contente em me deixar com aquele gosto de flúor por horas, o dentista detectou que meus quatro sisos deveriam ser arrancados, senão eu teria a face deformada.

    - Só com anestesia geral, doutor.

    E agora estava eu em casa, de repouso, tomando soro na veia, sem poder mastigar e nem falar. Foi quando a campainha tocou. No sacrifício, fui atender.

    - Pode ficar sossegado, rapaz. A agonia acabou. Doutor-delivery chegou.

    - Mmmmmm!

    Doutor-delivery. Doutor-delivery! Depois de um pequeno espanto, achei legal essa cortesia da clínica. Um acompanhamento em casa de um especialista. Cumprimentei o doutor e, confesso, me assustei com sua mão gigantesca. Queria ser cordial e demonstrar minha gratidão, mas não podia fazer muito além de gemer.

    - Mmmmmmmm?

    - Pois bem, meu jovem!

    - Mmmmmm.

    O sujeito me mandou deitar na cama, enquanto ia arrumando seus materiais. Foi ao banheiro, se higienizou e vestiu seus aparatos. Estava me acomodando quando ele voltou, e com um olhar de reprovação, me disse:

    - De bruços.

    Peraí! Deve haver algum engano! Eu estou com problema na boca de cima, oras! Sem poder falar, apontava para ela:

    - MMMMMMMMMMMMMM!

    - Sim, sim. Pra sua sorte, também trato de crianças, e depois da consulta eu te dou uns pirulitos.

    Nada adiantava, e eu só ficava mais nervoso.

    - Vamos ver seu prontuário… Pois bem… A-há! Paciente Adolfo Meneghel, 25 anos, que mora na rua Paratenas, número 809. Agendou hoje cedo um exame de próstata delivery, por questões de comodidade e sigilo, certo?

    Não. Eu não me chamo Adolfo Meneghel. Este idiota provavelmente leu o número de cabeça para baixo. Eu moro no 608. Sem esperar resposta, foi me virando de bruços. E eu me debatendo como podia.

    - Calma, rapaz, isso é necessário. Veja bem, deixe o preconceito de lado.

    Sem chance, meu amigo, você está no lugar errado. Eu lutava com todas as minhas forças, e senti que elas se esvaíam após receber uma injeção no lombo.

    - Isso vai te acalmar.

    Ele conseguiu me virar, baixou minhas calças e se preparava para me adentrar/desvirginar com aquele dedo enorme. Vencido, conformado e quase perdendo a consciência, consegui murmurar minhas últimas palavras:

    - Mmmm… Dá pra colocar uma música romântica?

  6. Kaxorro Says:

    Caminhada ecológica

    ***

    Tava eu fazendo minha trilha de todas as noites pelas matas da montanha que tem lá perto de casa. Sabe como é, fugir do estresse e daquele tanto de luz da cidade grande. E de novo eu ouvi os murmúrios que sempre ouvia, só que dessa vez, armado com um taser, resolvi verificar o que era.

    Desbravando a mata, fui seguindo em direção aos confusos barulhos. Ao chegar perto, ouvi risadas, frases sem nexo, essas coisas. Vi uma claridade no meio duma clareira. Uma fogueira… Isso deve ser alguma seita de sacrifícios sexuais, naturalmente imaginei. Arranquei minhas roupas e corri pelado até lá.

    Alvo de risadas, logo me vesti de novo. Era apenas uma eventual reunião de bicho-grilo. Fumavam maconha, falavam merda, beijavam na boca, uma desgraça. Pra não perder a viagem, entrei na roda pra dar meus tapinhas. Descobri que eles faziam a reunião todos os dias. Eram uns jovens viciadinhos de merda. Dentre os nada variados assuntos tratados entre eles, estavam (é lógico) discussões sobre os elementos básicos do bicho-grilo: Mar, Bob Marley, sol, Jah, paz, natureza, mente aberta, mato, reggae… É incrível como isso não muda!

    Eu já tava puto com aquela merda toda e o baseado não chegava pra mim. Fui segurando as pontas como podia. Um magrelo do meu lado ficava rindo que nem um idiota dos assuntos e me cutucando, como se fosse pra eu rir também. Chamei ele, rindo, em um canto e utilizei o taser. O cara caiu e ficou numa de gemer e rir que me neurou mais ainda. Enrolei ele numa folha de bananeira e o coloquei dentro de um toco oco imenso de árvore que estava no chão.

    Na volta, furei a fila. A roda era grande, e eu não tava com saco praquilo tudo. Chegou minha vez. Era uma tora gigante e bem gorda de uma erva fortíssima. Mandei aquilo pra dentro várias vezes e fiquei esperando o resultado. Pô, eu queria rir também, ué…

    Passou um tempinho e aquele povo já tinha esquecido de mim. Começaram a perguntar quem eu era, o que eu estava fazendo ali, se eu reciclava lixo em casa, essas coisas. Eu ia começar a responder cordialmente quando surgiu do meu lado um anão vestindo apenas uma camisa do Seu Madruga e uma sunga me falando que a galera estava planejando algo contra mim. O anão (que se chamava Jaimes) era bem simpático, e parecia preocupado com minha segurança. Me afastei da roda com ele e começamos a bolar um plano.

    Sentamos em um toco de madeira fantástico. O toco gemia e ria, e, quanto mais pulávamos nele, mais ele gritava. Sensacional. Eu e Jaimes nos divertíamos, quando ele tomou um ar sério. Disse-me pra sequestrar a líder dos bichos-grilo. Ela apontou e eu a vi. Era uma menina gostosíssima, de uns 22 anos. Imaginei ser a melhor solução, me despedi de Jaimes (que continuou pulando no toco falante) e saquei o taser. Fiz a menina de refém, e me aproveitei bastante daquela bunda gostosa.

    Assustados, os maconheiros aceitaram satisfazer minhas exigências. Rapidamente eles me passaram todos os sanduíches naturais e todo seu estoque de água. Com tudo isso em mãos, era meu dever devolver a líder. A empurrei para longe, para ganhar tempo e distância e comecei a correr. No caminho, dei um tiro de taser na fogueira, o que danificou minha arma. Ao olhar pra trás, vi que ninguém me seguia, e sumi tranquilo pela mata.

    Cheguei em casa, comi os sanduíches e tomei a água, que tinha um gosto estranho. Feliz, tranquilo e de barriga cheia, fui dormir. Eu estava satisfeito com minha atuação e orgulhoso de mim mesmo. No dia seguinte eu ligaria para o Jaimes, pra contar como foi.

  7. Julio Says:

    Poxa Nico…
    que bom que você escreveu um texto sobre mim, me deixa honrado ^^
    Bjundas


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.