Oportunistas… Raça ruim!
06/05/2010
Texto por: Leonardo Kaxorro, o terror da carrocinha.
Deu duas horas da tarde no meu relógio. Resolvi ir embora do serviço. Tava cansado daquela porra toda de ficar olhando pro monitor sem entender nada dos gráficos coloridos. De vez em quando eu adulterava alguns dados, e o chefe, quando via, ficava em êxtase:
- Daqui a pouco a gente tá que nem a Microsoft!
E ele falava “micro” mesmo, aportuguesado. Era um idiota.
Inventei alguma desculpa esfarrapada e vazei.
Ah! Como é doce a liberdade vespertina! Ruas mais vazias, tempo agradável e tudo mais. Parei no bar do seu Valfrido e pedi uma pinga com torresmo. O tempo foi passando e eu fui ficando bêbado. Tão bêbado, que às 7 da noite eu já não conseguia me levantar da mesa. Arrotava torresmo e álcool até pela orelha.
Sem forças pra nada, resolvi ficar por ali mesmo. Estava começando um movimento bacana no bar, várias mulheres bonitas (naquele meu estado todas eram lindas, hoje nem sei se eram mesmo mulheres), uma rapaziada descolada e um instrumento estranho. Tentei identificar e não consegui. Quando olhei para quem o segurava, não tive dúvidas:
- Juca Chaves, o menestrel do Brasil! Como cê tá, meu velho?
- Velho é a puta que te pariu. Mas vem cá, canta um Cauby comigo.
Sentei à mesa de Juca e cantamos várias pérolas do cancioneiro popular. A cachaça me dava uma potência vocal que eu não conhecia. Tomar no cu, eu tava desperdiçado. O ápice foi quando cantei “Conceição”:
- Conceição, eu me lembro muito bem… Vivia no morro a sonhar… Oh moça, eu te amo também….
Mesmo sem saber a letra, foi um sucesso. O pessoal me aplaudia demais, e Juca ficou puto com aquilo tudo. Me chamou num canto e disse:
- Ei, filho da puta. A estrela aqui sou eu. Pode parar com essa merda e começar a desafinar um pouco, senão, ó!
Fez um movimento com o alaúde que me fez imaginar o instrumento adentrando meu bumbum. Um horror.
Com medo, segui as instruções do Juca. Cantei mal, desafinei, saí do ritmo. Começaram a jogar torresmos cabeludos e limão em mim. Me chamavam de bunda de piru, e o bar foi esvaziando.
Sobramos eu e Juca. Ele já não tinha raiva de mim e sorria constantemente. Fizemos uma música triste e fomos embora.
No dia seguinte, eu tava vendo uns gráficos quando deu a hora do almoço. Fui pro restaurante e lá estava o filho da puta do Juca Chaves e aquele alaúde estúpido cantando a nossa música na televisão.
Eu ainda mato o Juca Chaves, aquele pilantra.
06/05/2010 at 7:37 pm
HUIHUHIUHUIHU
Cachorro cheio das histórias…
07/05/2010 at 2:24 pm
mas tu é feio, eim, djow djow!
07/05/2010 at 2:40 pm
AUShAUhs, seu retardado, esse texto nem é meu, lê o trem direito.
Se quiser me xingar, pelomenos xinga em algo que eu tenha escrito… ai ai.
10/05/2010 at 9:30 pm
é… essa história ficou até bem colorida no meu pensamento. auhsuhuasu massa doggy dog
06/06/2010 at 7:46 pm
Ow ow cade? tah faltando historias!